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13 de mar. de 2017

Céu Azul C

Céu Azul é um bairro localizado na zona norte de Belo Horizonte e também uma música do Charlie Brown Jr. Céu de Belo Horizonte tem a melhor luz para o cinema do Brasil, um céu em Belo Horizonte.
Para se chegar nesse bairro é preciso pegar um ônibus chamado Céu Azul C ou, simplesmente, o 616 do Terminal Pampulha, localizado perto de um ponto turístico da cidade.

Uma lagoa.

Indo pela Avenida Portugal é possível enxergar ciclistas, corredores, meninos de Venda Nova, pessoas pescando e pessoas com medo dos meninos de Venda Nova.

Venda Nova é um bairro mais antigo que a própria capital, meninos apenas olhando um nike ou uma bicicleta de 27 mil reais, o preço de suas casas.

De dentro do coletivo é possível ouvir Céu Azul do Charlie Brown:

_ Céu Azul em Belo Horizonte, pode ser que dê Praia da Estação, Fora Lacerda, Objetos Decorativos da Cidade: Ei Chapolin, jogua água em mim...

Há o baile da Saudade no Céu Azul, há o quarteirtão do Soul debaixo do viaduto Santa Tereza, há a galera da federal que não se dá muito com as pessoas da Puc, Coração Eucarístico, Sagrada Família Mineira que a Professora Ana Elisa Ribeiro cantou tão bem lá do CEFET.

Siglas, nomes, vertigem, rodopiante bacanal com o EBA! Na Fale tudo quieto, passarinhos na ágora da cantina, Jardim da Babilônia para Alex Nery e Denise Belo.

_ Vamos curtir, vadiar o que importa é nossa alegria...

Deixo o retrato e todos que me evitam na prateleira. Bebo o café de Bandeira e sua chuva de resignação, Drummond e seus retratos, meus amigos, todos estão bem.

A volta pela Pampulha fica pra outro dia... Em São Paulo ainda garoa, mas o Tuco vai ligar, vamos descer a Augusta, pessoas foram pro exterior e no coração o amor óbvio dela que ficou, um cheiro de orquídeas, o resto de cerveja no copo, o ar que lhe faltou, os braços, a agonia, a voz que me diz:

_ Filha...

⏩Me Escuta

3 de mar. de 2017

phonemalogia das três

heidegger parece um bosta
perto da cosmologia
de touro em aries
perto do obvio
perto dos polos
de invertendo
perto da poema
chato
perto
do 
nome


perto de um "fudeu"
vai sacar o pis
e fugir
do
país
ou
talvez
pagar o
netflix

Perto do apartamento
em
chamas
Perto de Adele
no repeat
Perto da onda
do 
desemprego
Perto
de
John Lennon
e
desassossego

Aberta ao teclado
no repeat
no respaldo
no inferno
do Globo Esporte
na sessão do almoço

Desfaço o alvoroço
a estranha no meio
do
esboço
deste
retrato



Sai e pega o carro
Sai e anda em linha

reta
e
se
resta
a
mistura
da
restia
foco na testa
na pose quieta
strike 
e
se
aquieta
aqui

"WE ARE ALL MAD HERE"



2 de mar. de 2017

Teresina em Sao Jose

Ao Carvalho Neto

eu aqui não vejo amigos
ando vazio
pelas dimensões do dia
no fim da Cassiano Ricardo

Vejo passaros pardos
Vejo o pisar antigo
Samba de arritmia
o batuque, o fastio

Recomeço no arduo
calcanhar obliquo
Vista Verde de alegoria
Tua Banda Bandida

Me diga a cor da ressaca
o fim do perigo
o barracão de cor opaca
o Parnaiba o S. Francisco

Desta terra em linha fraca
Traço contigo
Carnaval e carne magra
a quaresma o teu ressono

a minha cega 
batalha

O meu nome
O Teu nome
Torquato
e a Fanfarra
ao fim da
Jose Longo

OUÇA

26 de fev. de 2017

Folk no domingo

Quando a manhã incide
que se limpa
demônios
do
outro dia
é que
talvez
se diga que ontem
foi mais outra
projeção

Ô coração -
aquieta!

Deixa que a música
seja a
parte
que apare
que retarde
esse jeito
sólido
de se atacar

vá, saia, veja o que quiser
veja o mar
veja o caboclo
fazer o jogo
de tamborilar

vá, saia, veja como se
faz para esperar
esse tanto de mágoa
simplesmente
esgotar
a gota
da sua testa
da sua têmpora

vá, saia, veja as árvores
o pé de maracujá
jogue
tua inquietações
pra lá

Assim aquela voz
se aveluda

Assim aquela voz
se
canta.

19 de fev. de 2017

Paraparaiba

Ao Lucas Schiavo

Ja pegasse na inchada pra rastelar
uma gama qualquer
de mim
do mar e das coisas que me viu
passar?

Amigo, ai nesse seu jeito
de cuidar
de você
vendo circos
vendo
o verão
fritar

Ja viste alguem rastelar?
a imagem, o som, a transa
o cantar
Ja viste alguem
a dizer
que so
queria te ver?

Todos olham as ruas
as tuas noites
no picadeiro
ja que janeiro
sempre insiste
em passar

Ja viste alguem rastelar
a rua que andavamos
quando falam
amor
e sentimos
que talvez
seja melhor
amar?

Ja viste o concreto
Ja visto o monosterio
de Sao Bento
Ja notaste
o acento
de Sao Paulo
nessa areia
nesse circulo
nessa correia
de bicicleta

Amigo, ja me viste rastelar
nessa cidade
enquanto
numa
canção
digo
mar

Ja me viste rastelar?

17 de fev. de 2017

Fonohadesologia

qualquer som
que
sai
por

é
uma curva que observa
da garganta
língua
jeito
meio lento de te ouvir domir
Todo alfabeto faz
sentido
faz
comigo
um
certo
gemido quieto
o telefone
toca
atendo
e
era
o
jazz

14 de fev. de 2017

Vamos beber Sakê?

À Scarlat Kobayashi

Na rua Galvão Bueno
exatamente naquele tom
de Depeche mode

Se desfez a moody
Cherry
da
pinga
do
Sr. Tanaka

are wa nan desu ka? 

Isso ou o quê
brinde
da 
Rua Augusta
Iboti

Tequila ainda vai bem
com
nada

Se ela estiver errada
pergunta
pra 
Namorada
da mina.

Bomb

bamba.

10 de fev. de 2017

Senhora D'água

Pela sombra
olhas
vem serena
embala
a pequena
nas água D'oxum

Diz que quebra
lápis, café e canoa
diz a cana boa
Diz para a cabocla
andar a pé

Gira mãe
diz a essa pessoa
quem manda
quem anda
pela tua sombra

2 de fev. de 2017

Marisa,

Quem te protege é Yemanjá
Nossa Senhora
e teu mar
o ar

que da minha boca
não sai
mais

Olho pra lá
olho pra cá
não vejo
o brilho
desse Oxalá

Iansã me diz
o que é
o Letra
do
Teu Iorubá

Cantamos juntos
todos
as lágrimas
todos os mundos
o que mais

De você quero
tua
paz

27 de jan. de 2017

Sal em Caraguá

à Ana Helena Sciamarella

ana
se lê dos
dois
lados
o contrário
palíndromo
que percorre
o
nome
ana
leio
suzanna
leio
Juliana
leio
ao
que
pertence
o elástico
tem um
som
leio

e volto
para
ler
italiana.

22 de jan. de 2017

Pernambuco e mais um

poema
não
enche barriga

poema não
pega a mina
pra passear

poema não convence
a ficar

poema dá beijo
de boa sorte
atende
outro
chamado
no tinder

poema

poema disseca o que dói e registra

poema não é assunto de discussão numa sala de psicologia

poema é terapia ocupacional

poema é outro doido
babando
por
um
sinal

poema diz: vá com deus e seja feliz
poema pega teu remédio de dormir
e vai chorar
no
ombro
do
pai


Jazz de Improviso

Jazz, estranho modo
de esquecer
dormir
olvidar
las transas

Como dizer que agora
como dizer
outra
hora

O fumo faz rota
o boca o forno
os dentes
rangendo na carne
e solta o instinto
sin empezar el negro
desgarro

Prende o cigarro
sorri meio
de lado
se aquieta
queima
a escárnia sede de continuar

seguir adelante
quebrar o fêmur
e
o
anel
de
diamente
carbono
claro
óbvio
certo
vidro

egípcio
el precipicio
el mágico sonido
de su pelo en el viento

OUÇA

21 de jan. de 2017

Ensaio sobre o Bar do Cabral, Av. Antônio Carlos

Esses dias tive a sorte de encontrar um livro sobre a tradução da literatura por módicos 15 reais. O Sesc tem ajudado pessoas, o Sesc tem emprestado muita coisa a muitas pessoas.
Sempre é um parar para pensar naquilo que chamamos de "Literatura". 
Abro espaço para às amadas etimologias ou o que seja:





Substantivo feminino, resumo.


Daí, do substantivo ao objeto: Livro; Daí, ao verbo: publicar; Daí ao ato: Editar.


Editar:


Dessa vez não me dou ao trabalho de utilizar as mídias, os livros, os conceitos:

MERCADO EDITORIAL

Penso no meu país, penso no bairro de classe média alta, penso no sebo e no rapaz, que ali trabalha, me dizendo:

_ Moça, eu só trabalho aqui. Qualquer coisa procure pelo: "Estante Virtual" 

A experiência me remeteu a um episódio:

Um amigo de longa data me deu, acho que em 2007, toda Antologia poética do Manuel Bandeira, edição capa dura e escreveu uma linda dedicatória na qual dizia algo como: 

"Se um dia brigármos e esse livro for parar num sebo, digo à esse leitor que aqui uma amizade se fez"

As palavras não eram exatamente essas, mas algo tão belo como.

_ A vida e seus percalços, suas perdas e danos, sua delicada arte de nos esbofetear com luvas de pelica na cara.

Essa amizade se desfez, mas a profecia da dedicatória não se cumprirá por três motivos:

1- O gesto foi lindo e quero guardá-lo independente de qualquer coisa;
2- Ele foi a pessoa mais responsável no mundo pelo meu amor à Literatura;
3- Um ser humano normal não se desfaz de um Manoel Bandeira completo por um desvio à toa de caminhos.


Lembro-me, antes de qualquer coisa, de sempre me lembrar de mim através dos versos de Manuel Bandeira, fato este que esta grande pessoa me chamou a atenção.


Certo dia eu, num daqueles ataques de querer dizer uma resposta a alguém através de versos, liguei para esse amigo num momento, quase sempre, impróprio , perguntando pelo título e ouvir:


_ Nega, joga no Google... [barulho de copos e confusão ao fundo]:



_ Acrescento que o horário era impróprio e que a ligação foi afetuosa, como de costume na época.

Agora não sei o que mais sou capaz de "jogar no Google", agora não sei o que mais o Estante Virtual pode deixar de ajudar, agora não sei mais o que dizer àquele balconista do sebo na Av. Adhemar de Barros no centro de São José dos Campos.

Acendo mais um cigarro, nunca com pose de hermética, nunca com pose de intelectualóide, sempre admitindo que não li o xerox do Walter Benjamin, que preferi tomar uma catuaba na porta do Cabral:




e que, ali, se fala de amor sem ABNT.


20 de jan. de 2017

Quebra da Noite

veementemente
arrisco espaços
e adequações
armários
de vidro
tua saliva
em vibração

faço versos
nego a afirmação
te
jogo
submerso
as tranças

catalogo
reações
enquadro
o teu bom
dia
interrogo o pisar
da tua dança

capoeira de pesos
peço
alicerço
as nuanças
do teu
paladar

me despeço
dizendo que não
te começo
dizendo
sim



Ouça

18 de jan. de 2017

Good breathing

The question is never: why
The answer is never: when
The manner is never: how

The place in my head is her
is the graceful silence
is the simile
in the 
deep
of my mind

Understanding is never the question
The time is a matter of crying
hard
in the backstage
of her
distant
hiss

I miss the touch
I miss 
so much
what is a sober
goodbye

Alone in the deeper
light
her
sound
is
a
beat
her
breath
inner my mouth

15 de jan. de 2017

Funk Luso



Portugal
quando baila
Llansol
quando
dança
Pessoa
quando
enterra
Cesariny
faz
neguim
tremer
faz
pretim
ir
pro
Porto
Sintra
faz
Al Berto
visitar
a Cida
do Capão Redondo
Faz Camões
dizer
Frejo
na
Marginal Tietê

14 de jan. de 2017

Soneto da Pilota de Helicóptero

Demora pra saber o quanto você demora a minha história
Demora pra saber em quanto tempo você desce e fica
Demora pra saber o sobrenome da minha memória
Demora pra saber o quanto você desafia

Demora pra se aconchegar na hélice giratória
Demora pra se adentrar riso que duplica
Demora pra saber o raio da estatística
Demora pra calcular o número e codifica

O que é para pousar no que irradia
O que é para negar posto Guernica
O que é Irlanda ou a Austrália

Quando é pra passar arnica
Quando é pra tocar guitarra
Quando é pra fazer despedica



13 de jan. de 2017

nomefobia

o nome já
revela
ao lado
o nome
fala
o
nome
chama o que é 
tocado: me encontra
ou


desvia
se esquiva
por 
onde
deriva
seu
olhar

me fala mais
uma vez
de onde
vem
o seu
universo
e as tuas dores

conserta
dizia
o meu
nome

calado
ao lado 
de um sujeito
que aprendeu a

me ser.


Ouça

8 de jan. de 2017

Cuba!

À Caroline Drummond

Cuba é a entrada do inferno
Cuba em três mil ligas
uma bandeira
Cuba é Son
liBRE!

Cuba é Jazz
é sonho
vislumbre
gelo

Cuba é o porto
de
Mariel
inteiro

11 de jan. de 2015

Yeah you!

para todos os meus amigos que acredito ter

não vou pensar muito. as linhas vão seguir e vou me ler pra você: tenho nos dedos um cigarro de palha que não importa a marca. o que importa é a lembrança dos dentes quase meus quase dela. os sorrisos irritantes e o contorno da falta de paciência, por falar nela, o que importa é você que penso o tempo todo. Até mais, até mais cafés, chás, esmaltes de qualquer cor. Minhas unhas comidas - imagina o resto que meus dentes não chegou a ferir. O dedo e a ponta dele que aponto em mapas digitais. Digo agora: Espero: They don't love you like I do. Volto para meus amigos e digo que sempre estive por perto - persisto - como ele me disse e agarro isso tudo com a força de quem pensa muito e sempre, eu disse, sempre termina no mesmo lugar com uma unha a menos e um sorriso qualquer, que é pra você.